Prepara a tua reforma e herança — antes que a vida decida por ti
Em 4 min vais saber: como revêr os beneficiários, apólices e testamento pelo menos uma vez por ano
Na Lição 6 do Bloco 1 falámos de poupança a longo prazo e da importância de começar cedo. Na Lição 9 do Bloco 2 abordámos o como instrumento de reforma e a proteção por seguros. Esta aula junta tudo e vai mais longe: a reforma não é só ter dinheiro — é ter o dinheiro certo, nos instrumentos certos, com os beneficiários certos, e com o plano para quando já não puderes gerir nada disto sozinho. A regra: revê os teus beneficiários, apólices e testamento pelo menos uma vez por ano — e depois de cada evento de vida relevante.
Antes de continuares: se tens uma poupança automática a funcionar, o que acontece a esse dinheiro se algo te acontecer — está protegido?
(Resposta no parágrafo seguinte.)
A reforma em Portugal não começa quando paras de trabalhar — começa quando começas a contribuir. O que vais receber da Segurança Social depende de dois fatores: a idade de reforma (66 anos e 4 meses em 2025, com reformas antecipadas possíveis com penalização) e o total de anos de descontos (mínimo 15 anos para ter direito a pensão). A pensão média da Segurança Social em Portugal ronda os €500-€600/mês — insuficiente para manter o nível de vida da maioria das pessoas. É aqui que entram o PPR, os fundos de pensões complementares e a poupança pessoal. Não precisas de muito para começar: mesmo 50 €/mês investidos cedo valem mais do que quantias maiores começadas tarde — o tempo faz o trabalho pesado (DECO).