1. Pessoas e segurança
Quem precisa de proteção, informação ou uma tarefa clara.
Converse individualmente e em conjunto, inclua necessidades de filhos e ex-famílias, defina transparência e limites e não force dependentes a negociar finanças.
Guia prático em Portugal
Informação clara, contactos reais e próximos passos — sem o deixar sozinho com a burocracia.
Vamos pôr tudo em ordem, com calma. Recomeçar — seja um novo casamento ou uma união de facto — é sobretudo motivo de alegria, e as decisões financeiras que traz não têm de ser tomadas à pressa. Nada aqui é urgente: vale a pena ver os números com tempo antes de escolher o que quer que seja. Ao vosso ritmo, passo a passo.
Comece aqui
Façam uma lista simples do que cada pessoa já possui, deve e quer proteger. Depois escolham conscientemente entre casamento e união de facto e, no casamento, o regime de bens.
Falar de dinheiro antes de juntar vidas não tira romance; evita que os silêncios decidam por vocês.
Resumo para guardar
Escolha o seu caminho
Não precisa de resolver tudo de uma vez. Comece pela situação que mais se aproxima da sua e guarde prova de cada contacto.
Façam a convenção antenupcial antes do casamento. O regime não se altera por uma conversa privada.
Guardem prova de residência comum e decidam por escrito propriedade e despesas. A união de facto não cria um regime de bens igual ao casamento.
Revejam testamento, beneficiários de seguros, procurações e proteção da casa com notário/advogado. O regime de bens não resolve sozinho a sucessão.
Não sabe o que dizer?
“Vamos [casar/viver em união de facto] e cada um tem [bens/dívidas/filhos]. Queremos perceber o regime de bens, a prova da união e como proteger casa, herdeiros e responsabilidades sem misturar património por engano.”
Substitua o que está entre parênteses retos e não envie palavras-passe, códigos ou documentos de identificação por canais que não confirmou.
Se algum já aconteceu, preserve a prova e peça por escrito como corrigir. Esconder ou adiar costuma tornar a correção mais difícil.
Este roteiro ajuda a preparar o contacto. A entidade responsável confirma o seu caso; em prazos judiciais, risco de segurança ou decisões clínicas, procure apoio profissional sem esperar.
Do primeiro passo à estabilidade
Use os momentos como ordem de trabalho, não como promessa de que a entidade decide nesse prazo. Em risco imediato ou com uma citação, aja antes da restante lista.
Antes de marcar decisões jurídicas
Cada pessoa lista bens, dívidas, empresas, garantias, filhos, alimentos, heranças e seguros.
Está feito quando: Os dois conhecem as responsabilidades relevantes sem senhas partilhadas à força.
Com antecedência
Compare casamento e união de facto e, no casamento, regimes de bens e eventual convenção antenupcial.
Está feito quando: Conseguem explicar por que escolheram e que bens/dívidas ficam abrangidos.
Antes de juntar dinheiro
Definam despesas comuns, contribuições, reserva individual, limites, dependentes e decisões acima de certo valor.
Está feito quando: O sistema funciona mesmo se um rendimento parar durante três meses.
Depois de formalizar
Revejam seguros, beneficiários, testamento, contactos de emergência e acessos necessários.
Está feito quando: Documentos e intenção familiar deixam de se contradizer.
Cenário com os seus números
Compare custos de instalação e pressão mensal sem misturar património automaticamente.
Inclua: Inclua alimentos, filhos, deslocações e seguros de ambos.
Não conte ainda: Não conte património próprio como fundo comum sem decisão expressa.
Preencha pelo menos um valor. O cálculo soma custos pontuais e a pressão mensal no período, descontando apenas entradas que decidir introduzir.
Fórmula: custos pontuais − entradas pontuais + meses × (rendimento perdido + novas despesas − entradas mensais). Os dados ficam neste dispositivo e não são enviados para calcular este cenário. Confirme direitos, impostos, indemnizações e propostas com a entidade responsável.
Juntar duas vidas financeiras traz um punhado de decisões práticas, todas elas sem pressa: o regime de bens do casamento (ou o reconhecimento da união de facto), como organizar as despesas do novo agregado, e se compensa tributar o IRS em conjunto ou em separado. Ninguém vos vai bater à porta com um prazo — vale a pena ver os números com calma e só depois escolher.
Recibos de vencimento ou o último IRS de cada um, mais as despesas fixas de cada casa. É a base de todas as comparações; se ainda não tiver tudo, comece com valores aproximados e afine depois.
Saldos de contas, depósitos e PPR de ambos. Serve para ver a almofada conjunta; contas individuais que queira manter separadas também contam, basta anotá-las à parte.
Se houver, isto entra na conta das despesas essenciais do novo agregado.
O regime de bens escolhido determina que dívidas se tornam comunicáveis ao casal (CC art. 1691º) — vale a pena perceber isto antes de escolher, não depois. E, para quem tem um filho de uma relação anterior e recebe abono monoparental, uma união de facto pode alterar esse direito. Os simuladores Mowei mais abaixo reúnem, num só sítio, a comparação fiscal a três vias e o impacto concreto no seu caso, para decidir com toda a informação à frente.
Comparar as três opções fiscais — continuar como dois solteiros, tributação separada ou tributação conjunta — antes de decidir o regime de bens ajuda a evitar surpresas no IRS do próximo ano. Ver os três valores lado a lado, sem pressa e sem ninguém a dizer qual é "a melhor", é exatamente o que este guia oferece.
Comparar as três opções de IRS lado a lado
A ferramenta abaixo mostra a comparação a três vias — solteiros, separada, conjunta — para que a decisão do regime de bens e da tributação seja tomada com toda a informação.
Primeiro — juntar os números de cada pessoa
Reúna rendimentos, despesas essenciais e poupanças de cada pessoa antes de juntar o agregado — é a base para todas as comparações seguintes.
Perceber o regime de bens e as dívidas comunicáveis
O regime de bens escolhido no casamento (ou o reconhecimento da união de facto) determina quais as dívidas que passam a ser do casal (CC art. 1691º) — vale a pena esclarecer isto com calma, antes de formalizar.
Ver a comparação fiscal a três vias
Use a ferramenta "Vamos ver os números" abaixo para comparar continuar como solteiros, tributação separada e tributação conjunta — os três valores aparecem lado a lado, sem indicar qual é "a melhor", só os números.
Mais adiante — se recebe abono monoparental, confirme o que muda
Uma união de facto pode alterar o direito ao abono monoparental de um filho de relação anterior — a ferramenta mostra o impacto concreto no seu caso.
Não. Após o casamento ou reconhecimento da união de facto, pode escolher entre tributação separada e tributação conjunta no IRS — a ferramenta compara ambas para o seu caso concreto.
Depende do regime de bens escolhido. O CC art. 1691º define quais as dívidas comunicáveis ao casal — vale a pena esclarecer isto antes de formalizar a união.
Pode mudar, dependendo da situação — a ferramenta abaixo mostra o impacto concreto no seu caso, incluindo a nota sobre prova de morada quando aplicável.
Não. O regime de bens escolhe-se no momento do casamento, mas a comparação fiscal pode ser feita e refeita quando quiserem — antes e depois. Vale a pena ver os números com calma e voltar a eles sempre que a vossa situação mudar.
Segurança Social — Linha Segurança Social
210 545 400 ou 300 502 502
dias úteis 09h00–18h00 (atendimento automático 24h)
Abrir site oficial ↗Onde confirma o que muda no abono monoparental e reconhece a união de facto para efeitos de Segurança Social.
Revistas em 6 de julho de 2026
gov.pt / Justiça
Diferenças jurídicas, prova da união de facto e regimes de bens.
IRN / Justiça
Processo, prazo e regime de bens.
gov.pt / IRN
Escolher um regime diferente da comunhão de adquiridos.
Os requisitos e valores podem mudar. Antes de entregar um pedido ou deixar passar um prazo, confirme a versão mais recente na entidade responsável.
Visão de 360°
Este mapa cobre forma jurídica, regime de bens, filhos/dependentes, património anterior, dívidas, casa, sucessão e desenho de contas comuns.
Percorra as cinco frentes. Um facto novo, um contrato específico ou uma notificação pode alterar a ordem e exigir ajuda individual.
1. Pessoas e segurança
Quem precisa de proteção, informação ou uma tarefa clara.
Converse individualmente e em conjunto, inclua necessidades de filhos e ex-famílias, defina transparência e limites e não force dependentes a negociar finanças.
2. Prova e documentos
O que guardar, datar, copiar e conseguir localizar.
Cada pessoa reúne património, dívida, garantias, alimentos, empresas, heranças, apólices e beneficiários; registe decisões e contribuições para casa/bens.
3. Entidades, direitos e prazos
Quem decide cada parte e como provar o contacto.
Confirme casamento/união de facto, convenção e sucessão com registos/notário/apoio jurídico; atualize seguros, testamentos e beneficiários diretamente nas entidades.
4. Dinheiro e contratos
Que valores confirmar e que compromissos não assumir às cegas.
Crie despesas comuns, individuais e de dependentes, defina contas e reservas e documente entradas para casa/obras sem presumir efeito jurídico.
5. Fecho e revisão
Como acompanhar, corrigir e saber que o processo terminou.
Formalize o escolhido, atualize titulares e contactos e reveja orçamento, beneficiários, garantias e plano sucessório após compra, nascimento ou mudança patrimonial.
Ferramentas Mowei que ajudam aqui
Estas ferramentas ajudam a desenhar o orçamento comum sem apagar património, dívida e responsabilidades individuais.
Cerca de 5 min
Cerca de 10 min
Cerca de 10 min · usa dados oficiais
Cerca de 2 min
Introduza apenas dados necessários. Confirme valores, elegibilidade, contratos e decisões na entidade responsável antes de agir.
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